Gente Buscando Gente

Curta nossa página no Facebook

Em Porto Velho, polícia registrou 38 casos de desaparecidos em 2013



Em 2012 foram 30 casos registrados na capital.

Delegada diz que familiares podem comunicar o fato nas primeiras horas.

Em 2013, a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida (DECCV) investigou, em Porto Velho e distritos da capital, um aumento no número de pessoas desaparecidas. Em 2013 foram 38 desaparecimentos, contra 30 casos registrados em 2012. De acordo com a delegada da Polícia Civil, Leisolama Souza Silva Carvalho, as ocorrências geralmente são registradas pelos familiares, mas ela afirma que grande parte trata-se de “ausências temporárias”, e não exatamente um desaparecimento.

“São situações de pessoas que saem de casa, demoram para voltar e não avisam a família. Outro caso comum são filhos que brigam com os pais, ou ainda usuários de drogas que passam dias nas ruas ou em casa de amigos, sem avisar ninguém”, disse a delegada.

De acordo com a DECCV, de todos os casos registrados, seis estão sendo investigados, todos do sexo masculino, sendo uma criança, o menino Arthur Pietro, de 3 anos, desaparecido desde o dia 2 de agosto de 2013.

Outro caso de 2013 é referente a um homem desaparecido na capital, outros 2 são casos de 2012, e os 2 últimos são ocorrências registradas nos últimos dias de dezembro de 2013, que ainda não viraram inquérito, mas que segundo a DECCV já estão sendo investigados.

A delegada Leisolama Carvalho disse ainda que, na maioria dos casos, o inquérito nem chega a ser instaurado, pois as pessoas aparecem espontaneamente e se apresentam na delegacia junto com o parente que registrou a ocorrência, para prestar esclarecimentos.

“Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os familiares não precisam esperar até 24 horas para vir até a delegacia comunicar o desaparecimento. Se um filho que costuma chegar em casa depois da escola, em horário de rotina, e este demora muito pra chegar em casa, a família deve tentar localizar mas, não sendo encontrado nas primeiras horas a ocorrência já pode ser registrada”, finalizou Leisolama.

*Do G1.