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Pulseirinha trocada



Mãe procura filha há quase 30 anos no Amazonas

Ela suspeita de troca de bebês no hospital

Sandra Lúcia Vitor Vieira afirma que a terceira filha teria sido trocada há 30 anos em um hospital de Manaus. Segundo a mulher, recentemente, um exame de DNA confirmou que ela e o marido não são pais biológicos da menina. Família pretende processar hospital por danos morais.

De acordo com Sandra, a suposta troca de bebês teria ocorrido no dia 8 de junho de 1983, na maternidade do Hospital Beneficente Portuguesa, localizado no Centro da capital amazonense. A mulher contou que ao chegar em casa na época do nascimento da criança percebeu um erro. "Quando eu tirei a pulseirinha e olhei, estava escrito Sandra Lúcia Mara Peri e o meu nome era Sandra Lúcia Vieira Naranjo", relatou.

Sandra afirma ter voltado à maternidade e comunicado o fato à direção do hospital. "Ele [o então diretor do hospital] disse pra mim que isso não acontecia no hospital dele", disse a mãe.

A menina cresceu e as diferenças físicas entre ela e os irmãos começaram a aparecer. Hoje, katyene lembra com dor da discriminação que sofria na família e na escola quando era criança. "Sempre havia uma piadinha. Sempre alguém fazia um comentário, porque minha mãe é branca, que eu não pareceia com ela. Então, isso é um pouco constrangedor", lembrou a mulher supostamente trocada na maternidade.

A solução do mistério pode estar no livro de registro de nascimentos do hospital. Os documentos já foram solicitados pela polícia, que abriu um inquérito para investigar se houve troca de bebês na maternidade.

O delegado responsável pelas investigações, Guilherme de Andrade, vai averiguar os procedimentos de segurança adotados pelo hospital na época do nascimento da criança. "Vamos verificar como anda o procedimento pra ver se há outras vítimas na mesma situação. É até bom que alguma pessoa que desconfie que seu filho foi trocado também, procure a polícia para que a gente faça uma investigação sobre o caso", disse o delegado.  A polícia também não descarta a possibilidade de tráfico de bebês.

A família afirmou que vai processar o hospital e pedir uma indenização por danos morais. Em nota, o hospital afirma que o serviço de arquivo médico está verificando o ocorrido e que a direção da unidade ainda não vai se pronunciar sobre o caso.

* Do Portal de Notícias G1.