Gente Buscando Gente

Ela procura pelo filho biológico



“Eu não dei o meu filho como se dá um cachorro ou um gato... eu tinha apenas 15 anos, e na inexperiência, acabei cedendo às pressões para que eu deixasse meu filho com seus padrinhos”. Esta foi a primeira frase dita por Benedita Paulina de Souza, de 83 anos, quando começou a nos contar sobre sua busca, de quase 70 anos, pelo seu filho que foi levado pelos padrinhos quando ainda era bebê com apenas seis meses de idade.


Mesmo tendo se passado tantos anos ela ainda se recorda de muitos detalhes da última vez que viu o filho. Nesta época, ela morava na rua Trinta e Um, no bairro Timirim, na cidade de Timóteo – MG, e ao se recusar a ir para São Paulo com seu companheiro, José de Paula Sobrinho, acabou permanecendo no Vale do Aço – MG.

Sozinha e com pouca idade, deparou-se com muitas dificuldades para cuidar do filho, razão pela qual alguns familiares fizeram pressão para que ela o entregasse aos seus padrinhos, pois com uma criança de colo não encontraria nenhuma casa de família que a empregasse. Porém, logo que a criança foi entregue aos padrinhos, os mesmos foram embora da cidade e ela nunca mais teve notícias do seu paradeiro. Lembra ainda que o possível nome da madrinha seria “Maria de Souza Sobrinho” ou “Maria José Sobrinho”. E Também, que o filho já havia sido registrado com o nome de GILMAR DE SOUZA SOBRINHO, e que o teria entregado juntamente com sua certidão de nascimento.

Conversando conosco, por diversas vezes ela repetiu que tinha apenas 15 anos e que era muito inexperiente e por isso cedeu às pressões para deixar o filho com os padrinhos. E mesmo não perdendo a esperança de reencontrá-lo, ela conta que tem muito medo de não ser aceita pelo filho, pois ele pode pensar que ela o abandonou porque quis.