Gente Buscando Gente

Família procura por menina de 7 anos desaparecida em Mateus Leme

Vizinhos fizeram um mutirão na noite de sexta-feira para tentar localizar a menina Keyla Kelly, que saiu da casa da avó em direção a casa de uma tia, na mesma rua

Em um bairro familiar de Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte, uma garotinha de 7 anos desapareceu entre a casa da avó e a casa de uma tia, trajeto de apenas 50 metros realizado rotineiramente por crianças da família. A menina Keyla Kelly Gonçalves Neves, foi vista pela última vez na sexta-feira (12), no bairro Jardim Alah, por volta de 20h30.

Segundo a mãe da menina, Juliana Gonçalves da Silva, de 25 anos, a família estava na casa da avó, em Mateus Leme, desde sexta-feira, por conta de uma festa de uma sobrinha dela que seria realizada no sábado, na mesma rua. Juliana, Keyla Kelly e outros dois irmãos dela, um menino de 9 anos e uma menina de 3, além do padrasto das crianças, moram em Juatuba há alguns meses, mas durante toda a vida moravam em Mateus Leme, junto a avó.

“Não tem como ela ter sumido assim. Ela ia direto para a casa da tia, que é aqui do lado da casa da avó dela, coisa de 50 metros de distância. A Keyla Kelly é uma menina muito inteligente, interativa, sabia o endereço da casa da avó de cor, ela sempre morou aqui. E ela não ia com estranhos, ela jamais iria com alguém que não conhece. É uma menina muito esperta”, contou a mãe.

A garotinha foi vista pela última vez usando uma blusinha rosa estampada com uma boneca, uma bermudinha preta e cinza, de ginástica, chinelos cor de rosa e o cabelo amarrado em um coque que a avó havia acabado de fazer. “Quem pegou ela não deixou nem rastro, eu, a família e os vizinhos fizemos um mutirão e procuramos ela até 3h da manhã na sexta-feira”, lamenta a mulher. O pai da criança também foi ao local para ajudar nas buscas.

A festa da sobrinha de 2 anos de Juliana não foi realizada no sábado por causa da comoção dos moradores para procurar a menina. A família tem esperanças de encontrar Keyla Kelly viva e bem, mas os irmãos já sentem falta da menina. “O irmão dela de 9 anos tem se preocupado muito, ela já me perguntou algumas vezes , ´será que ela está com fome´?”, desabafa Juliana.

Descaso

Os familiares da menina reclamam do descaso da polícia. “Olha, eu não vou mentir não. Assim que ela sumiu na sexta-feira a gente chamou a Polícia Militar, mas eles só apareceram depois de 3h. Aí fizeram o boletim de ocorrência, deram uma volta no quarteirão e disseram que era só aguardar. Procuramos a delegacia, mas fomos informados que tanto a de Mateus Leme quanto a de Juatuba não funciona no fim de semana, então procuramos a de Betim, mas não fomos nem um pouco bem recebidos”, conta a mãe de Keyla.

Segundo ela, no dia seguinte ao do desaparecimento, um homem procurou a família dizendo que havia visto a Keyla em um ônibus com um homem na Estação Eldorado de Mateus Leme. “Em tempo desse homem fugir, a polícia não fez nada. Nem o procurou para prestar depoimento. Quem nos ajudou foi um deputado que para evitar que o tempo passasse e o homem fugisse, o pegou e levou lá na delegacia. Mas também não era nada, esse homem parece que tem alguns distúrbios mentais. Nós até vimos as câmeras da estação e minha filha não aparece ali em nenhum momento”, contou Juliana.

Conforme a mãe da criança, a delegacia da cidade só começou a fazer algo a respeito nesta segunda-feira. “Parece que eles vão pedir ajuda dos bombeiros para procurar, porque ali na região tem muita mata, muita vegetação fechada. Mas eu acho que se essa procura tivesse começado já na sexta-feira, provavelmente já teriam encontrado a minha filha”, disse a mulher.

No entanto, a assessoria da Polícia Civil disse que as diligências já começaram mesmo na sexta-feira e que o caso está a cargo do delegado André Luiz Cândido, da delegacia de Mateus Leme. Ainda conforme o órgão, o delegado informou que já tem equipes na rua nesta segunda-feira (15) para procurar a menina, mas que ainda não há novidades.

Qualquer informação sobre o paradeiro de Keyla Kelly Gonçalves Neves, de 7 anos, deve ser informada por meio do Disque-Denúncia 181.

*Do Jornal O Tempo.